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A CARIDADE DO RESPEITO

A CARIDADE DO RESPEITO

18/11/2020 - 09:00

A caridade do respeito

Você já parou para se perguntar o que é a verdadeira caridade?

A palavra caridade, tão conhecida das pessoas e instituições que a ela se propõem, nem sempre é bem entendida. Raras vezes é bem praticada.

De um modo geral, aquelas pessoas que se dispõem a exercê-la, não se atentam para um detalhe muito importante: Estamos tratando com pessoas. Homens, mulheres, crianças. Todos têm, como nós, seus gostos, suas vontades.

Como nós, eles gostam de algum alimento e não de outros. Apreciam uma fruta e não outra. Como nós, eles gostariam, por vezes, mais de um pedaço de chocolate, do que um pão com manteiga ou margarina.

Podem estar com fome, mas, como nós, sonham em saborear esse ou aquele prato.

Então, seria válido nos perguntarmos o porquê que nas nossas ações de voluntariado, se é que acontecem, devemos servir o mesmo alimento todos os dias? Não seria interessante variar o cardápio, oferecer algo mais aos nossos irmãos que precisam? Alguns talvez possam entender tal prática como luxo.

Não é isso. Esta é apenas uma chamada para que voltemos a nossa atenção ao respeito. Seria importante nos colocarmos no lugar de quem está recebendo o prato de comida.

Não gostaríamos que, vez ou outra, ele fosse diferente? Tivesse outro sabor?

E se falarmos de roupas e calçados? Alguns de nós simplesmente damos, sem permitir que a pessoa escolha por esse ou aquele tipo de doação. Muitos gostariam de receber um calçado que realmente pudesse usar, que servisse no seu pé...

Temos a ideia equivocada de que quem está precisando de ajuda deve aceitar o que lhe seja ofertado. Muitos limpam o guarda-roupa, mas sem propósito.

Sim, o necessitado engole sua vontade, e veste o que lhe damos porque ele precisa.

Quanto melhor se sentiria se lhe permitíssemos a escolha.

Ainda que tenhamos as melhores das intenções, falta-nos muitas vezes o gesto gentil de dizer: Amigo, não sei se lhe pode servir, mas é o que tenho.

E se você tem condições de fazer melhor, faça..

Isso é tratamento de um ser humano a outro ser humano, um irmão a outro irmão.

Se você tem a disposição e condições de doar uma cesta básica a uma família, que tal escolher os melhores alimentos, como se fosse para abastecer a sua casa? Seja generoso.

A recomendação de Cristo é de fazermos aos outros o que gostaríamos que nos fizessem.

Então, temos que nos questionar se gostaríamos de vestir uma roupa de número cinquenta, quando nosso manequim é quarenta e dois, se calçaríamos um sapato quarenta quando nosso número é trinta e seis.

Temos ainda que nos perguntar se comeríamos algo sem qualidade. Tudo pelo simples fato de que a necessidade nos visita.

Olhemos aquele que nos busca, com respeito, com compaixão.

Se nada tivermos que lhe possa servir, que possamos dizer. Mas olhemos nos olhos dele, falemos como quem se importa, verdadeiramente.

Muitos que buscam a caridade alheia são pessoas que mais do que o pão, o leite, o abrigo, precisam de um coração que os abrace, de um olhar que os descubra visíveis, gente como toda gente.

São mães que buscam corações sensíveis que as ajudem a manter vivos os filhos queridos.

Há filhos órfãos que precisam encontrar uma mão estendida para os livrar das garras da morte.

Há pais de família que, mesmo trabalhando de sol a sol, não ganham o suficiente para manter a família.

Pensemos nisso e atendamos com respeito e amor as pessoas e famílias a nossa volta!

Pense nisso... mas pense agora.

(*)Pense Nisso baseado em trechos do Momento Espírita.

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