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BRUNO GIORDANO - UM VÔO À LIBERDADE

BRUNO GIORDANO - UM VÔO À LIBERDADE

28/08/2020 - 08:00

 Bruno Giordano – um vôo a liberdade


A cidade de Roma estava abarrotada de gente. Eram peregrinos vindos de toda a Europa para as celebrações do jubileu do ano de 1600, que aconteceriam durante o ano todo.
Especialmente naquele dia a população se aglomerava para contemplar um espetáculo singular.
As tochas acesas ao longo do caminho iluminavam a pálida manhã de fevereiro.
O filósofo e monge de cinquenta e dois anos caminhava lentamente sobre as pedras frias...
Descalço e acorrentado pelo pescoço, vestia um lençol branco estampado com cruzes, demônios e chamas vermelhas.
Aquele homem magro vencia, a passos lentos, os oitocentos metros desde a Torre Nona, onde estivera encarcerado, e o campo das flores, ampla praça onde seria executado.
Alguns monges seguiam ao seu lado convidando-o ao arrependimento. De tempos a tempos aproximavam o crucifixo dos seus lábios, dando-lhe oportunidade de salvar-se.
A população se acotovelava para ver um herege famoso morrer na fogueira...
Chegando à praça, onde a morte o aguardava, o filósofo se negou mais uma vez a beijar a cruz. Então foi amordaçado, despido, atado a uma estaca de ferro e coberto com lenhas e palhas até o queixo.
O fogo foi ateado. E, enquanto as labaredas chamuscavam lhe a barba e seus pulmões se enchiam de fumaça, Giordano Bruno tinha o olhar fixo no Infinito...
Enquanto a pele estalava sob o calor das chamas e o sangue fervia nas veias, o notável filósofo ainda guardava uma convicção: não iria para o inferno.
A certeza de que veria outros sóis, inúmeros mundos celestiais e viajaria através do Infinito, lhe davam uma paz indescritível.
Em seu julgamento, no ano de 1592, em Veneza, Giordano Bruno disse aos seus julgadores: que a terra não era único planeta criado por Deus, e cada estrela possuía vários planetas.
Bruno foi morto na fogueira por defender a ideia de que a terra não era o único planeta que existia no universo. E que muitos orbitam outras estrelas.
Ironicamente ele acreditava que suas ideias apenas engrandeciam a gloria do criador.
O Monge Giordano Bruno escreveu: “Deus é reverenciado não apenas em um, mas em muitos incontáveis sois. Não em uma única terra, num único mundo, mas em milhares, milhões...numa infinidade de planetas. Isso é um convite para que todos nós, celebremos um criador muito maior; o criador do universo infinito.”
Foi graças a suas convicções que Bruno não titubeou ante a fogueira que o aguardava...
Bastaria apenas beijar a cruz... Mas ele preferiu a liberdade da verdade...
Sabia que as chamas nada mais fariam do que enviar sua alma na direção de outros sóis, onde poderia viajar através do Infinito...

Há muitas moradas na casa de meu Pai. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito.”
Essas palavras foram colhidas e registradas pelo Evangelista João. Trata-se de um discurso de esperança.
Jesus nos diz que a casa do Pai, o Universo, é um local de muitos lares, de muitas humanidades.
Não estamos sós neste imenso Universo. Nossa Terra não é o único planeta habitado. A vida é farta e infinita no cosmos, que é a casa do nosso Pai do qual, somos herdeiros.
Pense Nisso.
Redação do Pense Nisso.
Com base no documentário do Discovery Channel –
“Giordano Bruno – Herege do infinito”
Em 11.12.2014.
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