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UNIÃO SUL-AMERICANA

UNIÃO SUL-AMERICANA

28/05/2015 - 08:24

 A Unasul ou União de Nações Sul Americanas foi criada em 2008, num encontro em Brasília. Sua sede é em Quito, a do Parlamento do grupo em Cochabamba e o lugar do futuro Banco em Caracas.
Acredita-se que a entidade nova vinha para se contrapor à Organização dos Estados Americanos, com sede em Washington. Além da influência dos EUA na OEA, ela é de uma ineficiência que impressiona.
A Unasul nasceu para ser a voz sul americana nos fóruns do mundo. Busca aproximação cultural, social, em infraestrutura, defesa, democracia e se transformar numa grande zona de livre comercio. Quase tudo está só no querer.
O passo maior, a integração econômica, não foi ainda em frente. Para isso tarifas entre integrados teriam que cair, trocas aumentarem, uma circulação de mercadoria que fizesse a região crescer economicamente. E ainda, em conjunto, integrar com outros lugares do mundo. Tudo no papel ainda.
São frustrantes as tentativas de integração econômica na América Latina. Um pouco de história ilustra isso.
A maior delas, na década de 1960, Alalc ou Associação Latino Americana de Livre Comércio, sob auspício da Cepal, órgão da ONU, com sede no Chile, arguia que a região para industrializar-se e ter produtos de qualidade com preço competitivo, teria que aumentar o mercado consumidor, daí a integração de países. Morreu depois de muito choro e ranger de dentes. Veio a Aladi ou Associação Latino-Americana de Integração.
No mesmo período, na América Central, se tentou, através do Mercado Comum Centro Americano, outra integração. Não foi em frente também. Nos Andes se criou o Pacto Andino, com países que se afastaram da Alalc. Depois virou Comunidade Andina de Nações. Tudo começa com fanfarras e vai morrendo aos poucos.
Mais tarde aparece o Mercosul com a alegação de que um dos problemas da Alalc seria a quantidade de países. Era melhor tentar uma integração menor, com parceiros mais perto geograficamente. Está aí capengando também.
Chile e México se uniram no Nafta junto com os EUA e Canadá. Agora Colômbia, Chile e Peru caminham para integrarem-se com países da orla do Pacífico. Também a América Central se juntou aos EUA no Cafta. E o Brasil impávido e colosso agarradinho no Mercosul.
O Mercosul, uma integração econômica com mais experiência e tempo de aprendizado, esta emperrada. Não são fáceis, portanto, os passos que a Unasul teria que dar para tentar unir economicamente povos de uma mesma região. E se entrar pelo viés ideológico a coisa se complica mais ainda.
Tem, porém, algo novo no ar para esta parte do mundo. A movimentação chinesa por um lado e o gesto norte americano de aproximação com Cuba sinaliza que aquele país pretende dar mais atenção à área. Uma competição entre esses dois gigantes, se a região souber jogar o jogo, poderia ser benéfica para a América do Sul. A Unasul, se funcionar, poderia ajudar nisso.

Fonte: Alfredo da Mota Menezes - alfredo.menezes@centroamericafm.com.br - www.alfredomenezes.com

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