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Dois assuntos

Dois assuntos

23/06/2015 - 09:00

Dois assuntos

Tem vários anos que a Câmara de Vereadores da capital não apresenta um ato que merecesse atenção ou aplauso das pessoas. Era mais a Casa dos Horrores do que um lugar para se produzir coisas boas para os cuiabanos. Pois tem um caso interessante agora. Aprovaram que, se a água não chega à torneira de uma casa por certo tempo, a conta de água é menor tantos por cento naquele mês. A CAB, até com certa ironia, mostrou que era um erro dos vereadores está cobrando universalização da água na capital, isso não estava no contrato de concessão e a água já era universalizada. É verdade que tem canos e torneiras em todas as casas, mas tem lugares, seja por esse ou aquele motivo, que a água não chega. A CAB diz que vai entrar na Justiça contra o ato aprovado pelos vereadores. Mas, vem cá, não era para chegar água na casa de todo mundo em três anos? Está universalizada e não chega? Por que? Os vereadores pegaram a concessionária no contrapé. Outro assunto. Para alguns as auditorias feitas pelo governo Pedro Taques nas contas de Silval Barbosa é olhar para trás. Que um governo não pode ficar olhando pelo retrovisor, tem que olhar para frente. Claro que um governo tem que olhar para frente, fazer coisas novas e de interesse da sociedade, mas auditorias nas contas de governos que saem deveria ser uma prática normal e não o contrário. Pergunte ao homem comum se ele aprova isso ou não. MT tem uma tradição de que, se um grupo elege um do seu lado, não se mexe nunca nas contas daquele que deixou o governo. Pode ter feito o diabo que não se bole em nada que o companheiro deixou de mal feito. Se a oposição ganha a eleição para governo também não se mexe no que o outro deixou de errado. É que o que entrou tem intenções não republicanas. Se ele não busca nada de errado no que o antecedeu, lá na frente não vão mexer com os seus erros também. É assim que vem funcionando por décadas. O que o governo atual está fazendo deveria ser regra e não exceção. Se fosse regra comum, o governo que vai sair talvez não praticasse tantas besteiras com o dinheiro público porque saberia que o outro vai atrás dos seus malfeitos. Ou pelo menos sofistaria suas tramoias porque ultimamente a coisa atingiu um descaramento absurdo. Tem mais ainda nesse assunto. Imaginemos que o governo atual pague alguma coisa do governo passado e lá frente se descobre que era um caso estranho às boas práticas da administração pública. Se correr alguma ação na Justiça quem pagou depois pode ser penalizado também. Talvez seja conveniente não dá tanta divulgação das auditorias que são feitas. Continuar a fazer duras auditorias, mas tirá-las do noticiário. Se encontrar erros se mostraria para o distinto público.

Alfredo da Mota Menezes
Contato: e-mail: pox@terra.com.br ou pelo site: www.alfredomenezes.com

Fonte: alfredo da mota menezes

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