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Política não é matemática

Política não é matemática

15/08/2016 - 11:17

     Está se dizendo que se o Mauro Mendes apoiar o Wilson Santos poderia repetir o caso da aproximação do Carlos Bezerra e Júlio Campos em 1998 em que, a suposta união dos contrários, ajudou na derrota dos dois na eleição majoritária daquele ano. É uma colocação sem muita base nos fatos. Um pouco de história.

     Bezerra foi eleito governador em 1986 pelo PMDB, na sequência do governo Júlio Campos do PFL. Em 1990, Bezerra sai para o Senado, é derrotado pelo Júlio. Em 1992, Bezerra se elege prefeito de Rondonópolis. Em 1994 sai ao Senado, derrotou Antero de Barros e teria mandato de senador até 2002 junto com o outro eleito, Jonas Pinheiro.

     Em 1998, o Bezerra em pleno mandato de senador decide se candidatar ao Senado. Um caso único no Brasil, chamou a atenção até da mídia nacional. A reação popular e eleitoral teve base mais em fatos assim do que na tal união dos contrários. Bezerra perdeu para Antero.

     Tem mais argumentos nesse assunto. Dante fora eleito governador pelo PDT em 1994. Ele apoiou a proposta de reeleição para FHC que também beneficiaria os governadores no mandato. Leonel Brizola, chefe maior do PDT, que era contra a reeleição, ameaçou expulsá-lo do partido. Ele pulou para o PSDB de FHC.

     FHC na sua reeleição em 1998 ainda surfava na onda do Plano Real. Ganhou no primeiro turno. Dante, que fizera um bom primeiro mandato, com uma campanha ligada à de Fernando Henrique, também ganhou no primeiro turno do Júlio naquele ano e levou o Antero junto ao Senado.

     Foi a união do Bezerra com o Júlio que levam os dois à derrota em 1998 ou um monte de outros detalhes daquele momento? Aquele caso do Bezerra se candidatar ao Senado no meio do mandato era inusitado.

     Não sei se o Mauro vai apoiar o Wilson ou não, mas dizer, baseado naquele caso do Bezerra e do Júlio, que agora seria repeti-lo não tem base histórica.

     Quer ver outro caso muito falado que também tem outros ingredientes? Fala-se sempre que o Wilson Santos perdeu a eleição para governador em 2010 porque deixou o mandato de prefeito de Cuiabá pela metade para Chico Galindo.

     Fala-se também que agora o Mauro não saiu candidato a prefeito porque teria intenção de se candidatar a um cargo majoritário em 2018 e, se deixasse o mandato no meio, repetiria o caso do Wilson. Que faria do segundo mandato um trampolim.

     Dante de Oliveira terminou seu mandato de prefeito em 1989. Em 1990 não se elege deputado federal. Em 1992 se elege prefeito de Cuiabá outra vez. Deixa a prefeitura em abril de 1994, com um ano e três meses de mandato, fica em seu lugar o vice, coronel Meireles. A mesmíssima coisa que fez o Wilson com o Galindo.

     Wilson não se elegeu, Dante sim. Não existe matemática em política, um vivia uma circunstância e conjuntura política, o outro uma diferente.

Fonte: Alfredo da Mota Menezes e-mail: pox@terra.com.br site: www: alfredomenezes.com

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