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A eleição não está definida

A eleição não está definida

25/10/2016 - 09:25

     Pesquisa do Ibope mostrou que 19% do eleitorado decide seu voto no dia da votação. Que outros 15% decide nos últimos dias de uma campanha. São 34% do eleitorado. Esse fato acentuou mais agora por causa da descrença com a politica.

     Mostrou a mesma pesquisa que nas cidades com 500 mil habitantes para cima, o número dos que decidem quase na hora de votar sobe para 45% ou praticamente metade do eleitorado. Diz a pesquisa que em cidades menores, o eleitor é influenciado pelo amigo, parente, vizinho para seu voto. Que em cidades maiores, a TV é a base da decisão.

     Pelo que diz o Ibope, a eleição em Cuiabá, que alguns achavam que estava decidida antes por causa de pesquisas, será decidida na última semana. Quem guardou ou tem mais munição ganha o embate.

     E o embate, aqui e fora, mostra qualquer campanha eleitoral, está no chute na canela. Os candidatos e as propagandas eleitorais, por mais que a Justiça tente coibir, partem para os ataques porque o eleitor gosta disso. É isso mesmo: o eleitor gosta.

     Ninguém conversa sobre o programa de governo de candidatos. Fala-se sempre, em qualquer lugar que se vai, sobre a acusação de um candidato ao outro. Até a fala na TV sobre saúde é um médico acusando um lado de erros. Ele não diz como resolver ou minorar o problema na saúde. O que pega é falar mal do adversário. Vale mais o soco abaixo da linha de cintura do que proposta para saúde ou educação.

     Em Cuiabá, até hoje, se lembra do que ocorreu na campanha do Alexandre César para a prefeitura em que alguém fazia acusações contra o candidato. Pergunte se alguém lembra do que foi dito naquela campanha sobre saúde ou educação. Lembram somente daquilo.

     Pergunte à maioria dos eleitores agora qual é o programa dos candidatos em áreas importantes para a vida do cidadão. O que está no ar e nas conversas são as acusações. Os candidatos e os marqueteiros sabem que o eleitor gosta disso e usa os temas quentes para tentar ganhar uma eleição.

     Para ajudar no argumento: alguém lembra do que o Aécio Neves ou Dilma Rousseff propuseram em educação, saúde ou transporte público em seus programas e debates? Lembramos dos ataques. E o marqueteiro da Dilma, João Santana, é quase imbatível nessa área. A culpa, afinal, é dos candidatos, dos marqueteiros ou do eleitor?

     Outro detalhe interessante é que um lado está certo o outro não. Se a acusação é contra meu candidato logo se diz que aquilo é invenção ou maldade do outro lado. Se tem explicação para qualquer caso. Se o ataque é no outro se criam estórias para justificar o seu lado. Fica um tipo conversa do absurdo.

     Voltando à eleição na capital: quem apresentou todas as denúncias antes, não guardou nada para a reta final, pode dançar. A coisa se define nesta semana.

Fonte: Alfredo da Mota Menezes e-mail: pox@terra.com.br site: www.alfredomenezes.com

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