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Em nome dos trouxas

Em nome dos trouxas

20/08/2020 - 13:52

             Foi feita nova licitação para concluir a obra do Hospital Júlio Muller, ali no inicio da estrada para Santo Antônio. A obra é um trabalho conjunto do governo do estado e da UFMT. Agora a licitação foi pelo RDC ou regime diferenciado de contratação, empreiteira faria o projeto executivo.

             Será para mais de 300 leitos e um hospital escola. Lá já esta sendo construída a Faculdade de Medicina da UFMT e devem ir para ali também as Faculdades de Nutrição e Enfermagem. Deve surgir uma Cidade da Saúde com tantos estudantes de três cursos diferentes, professores e entidades médicas. 

           A obra, iniciada em 2012, para terminar até a Copa do Mundo, foi concluída apenas uns 10%. Aquela obra ficou a cargo do governo do estado, mas deveria ter um olhar da UFMT também. O que não ocorreu. Ficaria em 116 milhões de reais e, pelo enorme atraso, agora deve ficar em algo como 180 milhões.

              A obra foi abandonada com a alegação da empreiteira de que se encontrou no lugar uma mina d’água. Ninguém contestou essa alegação. Ficou tudo por isso mesmo. Veja como são as coisas no nosso estado.

              No projeto executivo da obra não se viu que havia essa água ali? Cadê os termos do antigo projeto executivo? O Crea tem uma cópia? Se havia a água e não se podia ir em frente, por que agora pode? Tinha tecnologia para contornar o problema ou o problema foi inventado?

            O projeto executivo foi feito pelo estado? Os órgãos de controle interno e externo, do estado e federal. falaram sobre o assunto? Como é que somos engambelados por empreiteiros e governos, não?

            Acoplemos esse fato ao do VLT. Era para ser o BRT. Daqui a pouco um grupo de deputados, mais o governador da época, vão à cidade do Porto em Portugal e vendem a ideia para todos de que o melhor seria o VLT. Tem até um a famosa foto deles em frente a um VLT de lá.

            Teve deputado que, tirando sarro nos tontos que somos nós, postou até outdoor na cidade se gabando de ter ajudado a mudar de BRT para VLT. Por trás disso, hoje se pode dizer, havia intenções não republicanas, como os fatos posteriores mostram sobejamente.

            Houve uma CPI das obras da Copa na Assembleia Legislativa e um diretor da Planserv Sandotecnica falou ali. Essa empresa foi contratada pela bagatela de 47 milhões de reais para seguir as obras do VLT. Dinheiro de uma megasena para não fazer nadinha. Ele mostra na CPI que sabiam que a obra não seria concluída. Por vários motivos e, entre eles, as desapropriações, que deveriam ser feitas pelo governo, não foram feitas.

           E aí, na esteira da traquinagem, compraram os vagões para o VLT por uns 500 milhões de reais. Mesmo os caras no poder sabendo que a obra não seria concluída.

            Vem cá, você não se sente um trouxa com esses exemplos? Eu sou um deles.
 

Fonte: Alfredo da Mota Menezes e-mail: pox@terra.com.br site: www.alfredo menezes.com

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