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Juventude, fama e vício: a soma problemática do famoso 'Clube dos 27'

Juventude, fama e vício: a soma problemática do famoso 'Clube dos 27'

Juventude, fama e vício: a soma problemática do famoso 'Clube dos 27'

16/11/2020 - 12:00

Entre 1969 e 1971, o mundo perdeu alguns dos maiores expoentes do rock n’ roll, incluindo Brian Jones, Janis Joplin, Jimi Hendrix e Jim Morrison, que morreram no auge da fama (e da juventude), entrando para o fatídico Clube dos 27.

Essas tragédias, provocadas sobretudo pelo abuso de álcool e outras substâncias psicoativas, logo chamaram atenção dos jornalistas e do público, como se fatores místicos (vide a numerologia ou o mito do isqueiro branco) as envolvessem. 

No entanto, foi só com a morte de Kurt Cobain, em 1994, que o termo se popularizou, sintetizando o alto número de músicos que morreram aos 27 anos - e, claro, assombrando a indústria fonográfica para todo o sempre.

“Agora ele se juntou àquele clube idiota”, disse Wendy Cobain ao descobrir que seu filho, o líder do Nirvana, havia se suicidado.



Já em 2011, quando Amy Winehouse foi encontrada sem vida no próprio apartamento em Londres, na Inglaterra, a imprensa deduziu que 27 era, de fato, uma idade perigosa. Mas qual é o fundamento disso?

Em entrevista à Rolling Stone Brasil, o Dr. Carlos Felipe d’Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio (ABEPS), explicou que o meio artístico pode ser bastante competitivo: “Tudo depende de onde e como o indivíduo se situa nesse cenário. As demandas profissionais excessivas perturbando as atividades do cotidiano, como alimentação, lazer e sono, aprofundam quadros de depressão ou extrema ansiedade.”

Segundo ele, figuras públicas trabalham muito com a imagem, e, portanto, suas vidas privadas e públicas acabam se confundindo com facilidade.

“Alguns suportam as demandas da mídia e o impacto de seus atos melhor que outros” afirma Carlos Felipe. “Alguns conseguem separar a vida real do personagem e são mais estruturados para suportar essa pressão.”

Leia o bate-papo abaixo:

Pessoas depressivas são mais suscetíveis a vícios em geral? 

“Não necessariamente. Muitas pessoas que apresentam transtornos depressivos não são diagnosticadas, nem tratadas. O uso e abuso de substâncias lícitas e ilícitas, inclusive medicamentos, surgem como alternativas aparentemente mais fáceis para dar conta das demandas da vida.”

Falando especificamente sobre os 27 anos, ainda somos considerados jovens? Para a psicologia, tem algo de especial sobre essa idade?

"Não em particular. O Clube dos 27, ou seja, aqueles que morreram de causas trágicas aos 27 anos, inclui um grande número de artistas, principalmente músicos. Nessa lista, existem casos evidentes de suicídio e ingestão de diversos tipos de substâncias. É importante lembrar que eles estavam em momentos agitados da vida.”

Muitas tragédias aconteceram com grandes ícones da música - vindos, especialmente, de vertentes como o rock e o blues. O nome “blues”, em inglês, remete à tristeza e depressão. Podemos associar uma coisa com a outra e dizer que pessoas musicais são, de certa forma, mais sensíveis ao mundo?

“Artistas, em geral, são bem sensíveis, principalmente os músicos. Mas tudo depende, também, da estrutura de cada um e de como recebem suporte nos momentos difíceis."

 

Fonte: Rolling Stone

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