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Pense Nisso

O MUNDO É MAIS "EASY"

04/05/2017 - 08:47


O MUNDO É MAIS "EASY"

Chicago, 04 de agosto de 1948, numa casa simples um cartaz anunciava uma venda.
As mercadorias estavam expostas nos degraus da escada: Sue Ellen de dois anos, Milton de quatro, Rae Ann de 5, e Lana de seis anos. Todas crianças brancas.
Sim, a placa anunciava a venda de quatro crianças por dois dólares cada uma. Os pequenos estavam em liquidação pela própria mãe, Lucille Chalifoux, (xalifú) que esconde o rosto do fotografo, gravida do quinto filho que se chamaria David.
Uma reportagem no jornal The Times, de Indiana, mostrou, em 2015, que a foto marcava o começo de uma impressionante história de falta de amor e maus-tratos às crianças. Vendidas ou adotadas, os irmãos se dispersaram para só voltarem a se encontrar adultos. “Fui vendida por 2 dólares, e como meu irmão, Milton, estava ao meu lado chorando, o casal resolveu levá-lo também”- disse.
Eles eram muitas vezes acorrentados em um celeiro e forçados a trabalhar longas horas no campo. Milton se lembra de ter sido chamado de "escravo" por sua nova figura paterna, um rotulo que ele aceitou na época porque não entendia o que significava -conta Rae Ann, hoje com mais de 70 anos.
Apenas em 2013, os irmãos dispersos se reencontraram, e suas histórias são de sobrevivência crua de maus tratos e escravizados por aqueles que as compraram.
. Em 2013, Rae Ann Mills, então com 70 anos de idade, se reuniu com Sue Ellen , sua irmã de 67 anos, pela primeira vez desde que tinham sete e quatro anos. Sue Ellen morreu de câncer de pulmão meses depois.
Lana, a irmã mais velha, morreu em 1998, sem nunca reencontrar os seus irmãos. Pouco se sabe do que aconteceu com ela, depois de ser vendida.
David, que na época estava no útero de sua mãe, parece ter tido a experiência mais parecida com a de um lar feliz. Ele foi legalmente adotado por Harry e Luella McDaniel. David, que diz que seus pais adotivos eram rígidos, mas amorosos e solidários.
Essa história nos chocam, certamente. Mas, naqueles anos pós-guerra, as pessoas não viam isso como algo chocante.
É de nos perguntarmos: “Antigamente as pessoas eram melhores? O mundo era melhor?
Talvez, o mundo fosse mais simples, mais preto no branco. Mas, certamente esse mundo, que muitos de nós sentimos falta, era muito mais cruel.
É fato que ainda há notícias de abusos, de crianças sendo mortas em guerras insanas. A diferença, é que hoje há um batalhão de pessoas anônimas que se importam e lutam para salvar essas crianças. Não toleramos mais práticas desumanas, que antigamente era tão comum e aceita com uma certa normalidade.
A história dessas 5 crianças, que foram vendidas pela própria mãe, é um exemplo de como o mundo já foi muito mais cruel que hoje.

Embora de forma lenta, a Humanidade vem refinando seus valores.A escravidão, a prisão por dívidas e o assassinato como forma de defesa da honra. Sem falar da segregação racial, que antigamente era tão aceito, e hoje, isso é crime.
A igualdade da mulher perante o homem constitui conquista recente da Civilização.
E o que falar das nossas crianças, que hoje recebem uma maior atenção e proteção: - Nenhuma criança deverá sofrer por pouco caso dos responsáveis ou do governo, nem por crueldade e exploração. Nenhuma criança deverá trabalhar antes da idade mínima, nem será levada a fazer atividades que prejudiquem sua saúde, educação e desenvolvimento.

Uma determinada coisa não é boa por ser antiga, nem é má por ser atual.
Aprendamos a rechaçar a impostura negativa de ontem como a de agora, evitando apegos indevidos a tradições retrógradas e perturbadoras, ou a inovações descabidas e às vezes criminosas.
* * *
Que possamos, mesmo com os nossos conceitos, preconceitos e atavismos, enxergar que o mundo está melhor. As pessoas estão melhores.
Esperamos, que a mensagem do Pense nisso de hoje, possa abrir as portas do otimismo com relação ao futuro da humanidade; sejamos mais esperançosos e menos escatológicos.
Por mais que o passado lhe seja saudoso, se permita dizer: - “Hoje, o mundo é mais Easy”.

Redação do Pense Nisso, com base na reportagem do jornal New York Post
Edição de 14 de julho de 2013 e do The Times edição de outubro de 2015 .
Em 27.04.2017

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