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IDEIAS INATAS

26/06/2017 - 13:58


IDEIAS INATAS

Ivan Márcio Gomes Barbosa nasceu em Surubim, Pernambuco, em 1977. Filho de pedreiro e de uma doméstica.
Aos cinco anos começou a montar carrinhos de madeira. Aos doze anos começou a fazer os carrinhos com sucatas de latas de óleo de cozinha, pois não tinha condições financeiras para comprar material.
Foi engraxate, vendedor de algodão doce e picolé, catador de lixo, pipoqueiro e verdureiro. Sempre juntando sucatas para seus inventos.
Aos vinte anos começou a fazer robôs com sucatas eletrônicas: materiais de vitrolas, de aparelhos de som, de rádio, de televisores que conseguia no ferro velho.
Sua facilidade para manipular esses materiais fez com que ele procurasse uma escola técnica em mecânica industrial. Assim o fez, começou a estudar e, em 1998, obteve o primeiro lugar na Feira de Conhecimentos.
Foi primeiro colocado numa Feira de Ciências em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Em 1999, em Recife, Pernambuco, concorreu com 54 colégios noutra Feira, onde, da mesma forma, obteve a primeira premiação.
Atualmente, é membro do Espaço Ciência, em Pernambuco e já fez 15 robôs de sucata.
Entre eles, um robô antibomba e anti-incêndio, com manipulador de materiais, para proteger a vida de bombeiros, por exemplo.
Seu dom atraiu o Fantástico, da TV Globo, em meados de 2005.
Por ter sido premiado várias vezes ao vencer concursos de inventos, mesmo em outros Estados e querendo desenvolver seus dons e tendências de criança, Ivan quer estudar Mecatrônica e Robótica.

Essa facilidade de Ivan para criar robôs, desde pequeno, primeiro com madeiras e depois com sucatas, até eletronicamente, são indícios que nos fazem pensar.
De onde Ivan trouxe esses conhecimentos?
Não os adquiriu nesta vida, porque nasceu e cresceu num meio totalmente diverso a isso.
Qual a origem das faculdades extraordinárias dos indivíduos que, sem estudo prévio, parecem ter a intuição de certos conhecimentos, o das línguas, do cálculo e das artes?
Lembrança do passado? Progresso anterior da alma?
Sem querer defender, essa ou aquela doutrina religiosa, podemos pensar que, o corpo muda, o Espírito, porém, não muda, embora troque de roupagem.
Podemos pensar assim, que a Lei da multiplicidade das existências para o Espírito é imprescindível à Lei de progresso.
Os conhecimentos adquiridos em cada existência não se perdem.
O Espírito até pode esquecê-los, de forma momentânea, em uma vida. Mas a intuição que deles conserva lhe auxilia o progresso.
Pensemos nisso. E nunca deixemos de investir em nós mesmos, porque nada que se aprenda ou assimile se perderá.
Tudo constitui crescimento, progresso, ascensão.

Redação do Pense Nisso, com base em artigo de
Washington Fernandes, publicado na Revista Internacional de
Espiritismo, de março de 2006 e nos itens 218 e 219
de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb.
Em 04.06.2012.

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