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Pressão mundial

Pressão mundial

12/11/2020 - 10:45

            Pesquisa mostrou que, entre julho e setembro deste ano, nos maiores jornais do mundo, apareceram 79 publicações sobre devastação ambiental no Brasil. Entre abril e junho, com menos incêndios, foram 27 publicações nos veículos internacionais. O exterior está de olho no que ocorre no meio ambiente no Brasil.

                Joe Biden dos EUA fala em defesa da Amazônia, poderá vir sanções comerciais se não houver mais respeito àquele ecossistema. Bolsonaro até falou em enfrentar isso não com a diplomacia mais com “pólvora”. Soltou um traque como reposta ao maior assunto da pauta nacional do momento.  Outros presidentes, de diferentes países europeus, também falaram sobre meio ambiente no Brasil. Há um cerco mundial sobre isso.

                Bolsonaro, e outros no Brasil, afirmam que isso seria para cercear o crescimento brasileiro no comércio mundial de grãos e carnes. Que usam o meio ambiente por causa dessa competição internacional.

                O fator meio ambiente entrou na pauta mundial e, no caso do Brasil, com suas enormes florestas, a coisa pega mais ainda. Devemos nos preocupar com isso certamente.          Aliás, até os grandes do comércio de grãos e carnes do Brasil já estão trabalhando nessa direção. Bancos no Brasil agem da mesma forma: todos na busca de melhorar a questão meio ambiente perante o mundo.

                 Dizem que a produção agropecuária ilegal no Brasil ocorre em apenas dois ou três por cento de áreas desmatadas. Se verdade, seria útil encontrar esse pequeno número e impedir isso. Seria verdadeira também a afirmação de que esses esquivos produtores misturam a soja colhida em terra desmatada ilegalmente com outras produzidas em lugares dentro da lei e as vendem normalmente?

                O Brasil deveria usar o meio ambiente como arma nos fóruns internacionais. Tirar proveito disso e não ficar atrás de portas jogando pedras para todos os lados.

                Saber até usar os incêndios, como os que ocorreram no Pantanal e mostrados para o mundo. Aproveitar a enorme exposição dada àquele bioma, seus animais e águas, mostrados à exaustão, para atrair mais gentes para visitas ao Pantanal. Aquilo pode ter ajudado o turismo.

                Mostrar, no caso da Amazônia, com números e dados, o quanto foi preservado até agora. Não precisa acusar, como já fez Bolsonaro, de que outros países destruíram suas florestas e agora querem atacar o Brasil. Isso não funciona, o mundo era outro sobre meio ambiente.

             Chegavam a aceitar, como ocorreu nos EUA, que destruir selva, plantar, crescer economicamente, era normal. Que povo, com suas floretas intactas, era atrasado e continuaria pobre. Isso hoje seria uma heresia, mas ocorreu no passado naquele país.

                Enfim, o Brasil tem uma arma gigante para negociar acordos comerciais e outros no mundo que é o meio ambiente. O país só faria isso ou aquilo se este ou aquele outro abrisse para comércio não só de commodities, mas também de bens industrializados.

         Será que o atual governo vai por aí ou vai pelo lado do confronto, coisa de gente emburrada?

Fonte: Alfredo da Mota Menezes e-mail: pox@terra.com.br site: www.alfredomenezes.com

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