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Notícias / Opinião

Novas terras na produção

21/06/2015 - 15:46

Novas terras na produção

Quantos milhões de hectares de terras degradadas têm no estado e onde elas estão localizadas? Estão em lugares com pouca ou razoável logística de transportes? É que se as terras forem incorporadas ao sistema produtivo, isso ajudaria a modificar a infraestrutura de transporte nesse ou naquele lugar. Com essas terras a produção de comida e fibras em MT seria catapultada para o alto. Não haveria nem reclamações de ambientalistas porque não se derrubaria nenhuma floresta para plantar ou criar gado. Fala-se que somente no Araguaia se tem algo como sete milhões de hectares de terras degradadas. MT, em nove milhões de hectares, produziu quase 29 milhões de toneladas de soja. Se fosse incorporada metade das terras degradadas só do Araguaia, a produção da leguminosa poderia chegar a 40 milhões de toneladas. Havia uma conversa de que terras degradadas não estavam ainda sendo recuperadas porque os produtores rurais esperavam um financiamento mais barato para esse serviço. Ouvi outro dia em Barra do Garças que está surgindo algo diferente nesse assunto. Gentes que tem terras degradadas estão arrendando-as para agricultores plantar soja ou o que for. Eles é que recuperarão as terras para o dono. Este cobra um pouco menos da produção do arrendatário porque terá o benefício de ter a sua terra recuperada. Comenta-se também que os empréstimos do Banco do Brasil, que tem juros menores, podem ser usados para o plantio e realizar aquele trabalho de recuperação. Não seria preciso esperar outro tipo de financiamento. Você sabe como e por que apareceram esses milhões de hectares de terras degradados no estado? No regime militar, para ocupar esta região, se deu diferentes incentivos para gentes e empresas virem para cá. Deixariam de pagar parte do seu imposto de renda se investissem em MT. Grandes empresas vieram, falou-se à época que até uma com interesse do Vaticano enveredou por aí. Tinha também outros incentivos da Sudam, através do Banco da Amazônia. Pessoas, como outro exemplo, vendiam um pequeno sitio no Paraná e compravam uma área maior em MT. Tinham a obrigação de derrubar, mostrar que estavam “trabalhando” a terra. Na época não havia a preocupação ambiental de agora, nem nacional ou internacional. Metiam a motosserra. Em certos lugares eram com correntões amarrados a dois tratores e iam derrubando tudo pela frente. Jogavam algum capim e vinha um fiscal do governo atestar que tudo estava de acordo com a mentira da época. Se hoje, numa obra da Copa, na cara da gente, tem fiscal que recebe obras mal feitas, imagine no meio da selva na década de 1970. A maioria desses compradores foi embora, o mato tomou conta das terras. São os tais milhões de hectares degradados que começam a ser usados para ajudar na produção agropecuária do estado sem necessidade de novas investidas em áreas de floresta.

Alfredo da Mota Menezes
- email: pox@terra.com.br site: www.alfredomenezes.com

Fonte: alfredo da mota menezes

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