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Notícias / Opinião

Economia e política em MT

22/11/2018 - 17:05

     O PIB per capita de Mato Grosso, de sete mil reais em 2002, pulou para 37 mil em 2016. O Produto Interno Bruto do estado aumentou 118% entre 2010 e 2015. Passou de 56 bilhões de reais para mais de 123 bilhões. Em 2016, o PIB estadual caiu 6.3% em comparação com 2015.

     Silval Barbosa era o governador naquele momento. Tinha tudo para fazer uma grande administração, preferiu enveredar por caminhos não republicanos. Além do crescimento econômico, a Copa do Mundo estava chegando.

     Na esteira do boom econômico, porque o estado podia pagar, chegou empréstimo de uns dois bilhões de reais para o VLT, estádio e outras obras na capital e entorno. E mais 1.5 bilhões do BNDES para estradas no MT-Integrado.

     Além disso, o governo Silval, com apoio da Assembleia Legislativa, vendeu parte da dívida para banco norte americano. Teve carência, o inicio do pagamento seria no próximo governo que, àquela altura, ninguém sabia quem seria.

     Naquele momento de euforia econômica foram aprovados muitos planos de carreiras para diferentes categorias funcionais no estado, principalmente em 2014. Tem categoria que vai receber aumentos de 2015 e 2023, sem contar a RGA. A coluna publicou números dos aumentos aos funcionários concedidos antes, de 2007 a 2015, já descontada a inflação.

     Contam que os planos eram aprovados no Colégio de Líderes, aquela invenção maléfica da Câmara dos Deputados. Aprovado ali se tinha certeza de aprovar no Plenário da casa.

     A Assembleia Legislativa foi presidida por Humberto Bosaipo (2001-2003), Silval Barbosa (2005-2007), Sergio Ricardo (2007-2009). Riva, entre 1994 e 2014, foi presidente ou secretário. Em dois momentos que foi afastado, assumiram Mauro Savi e Romualdo Junior. Todos os citados, interessantemente, tiveram ou ainda tem problemas na Justiça.

     O lado politico daquele momento também ficou capenga. Em 2002, Blairo e o grupo ganham para governador e Senado. Dante morre em 2006. Era candidato a deputado federal, se eleito, quem sabe se criaria grupo de oposição politica. Nenhum partido ou liderança segurou esse bastão. Ficou um só grupo no poder, sem oposição.

     O grupo, com absoluto poder político no Executivo e Legislativo, associado àquele momento de boom econômico, fez o que quis. Como boa parte da opinião pública e da mídia andava agastada com o longo período do PSDB no governo, aqui e em Brasília, caiu do lado vencedor. Num momento que o fator econômico dava base a qualquer ato ou ação do grupo.

     Acredito na tese de que o momento faz o governante, não o contrário. Aquele momento de crescimento econômico ajudou enormemente quem estava no poder. E, sem oposição, podia-se fazer o que queria, inclusive as conhecidas estripulias com o dinheiro público.

     O resultado pior foi o absurdo que fizeram com a folha de pagamento, principalmente os deputados eleitos em 2006 e 2010. Levou-se à penúria fiscal atual, se vai tomar muito tempo para ser corrigida. Uma oposição sensata agora seria até benéfica para o Mauro e o momento. Cuidado com a história.

Fonte: Alfredo da Mota Menezes e-mail: pox@terra.com.br site: www.alfredomenezes.com

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