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Divisão de Mato Grosso

Divisão de Mato Grosso

15/10/2015 - 21:06

Divisão de MT

Em 11 de outubro de 1977, 38 anos atrás, no governo Ernesto Geisel, com a Lei Complementar 31, ocorreu a divisão de Mato Grosso. O ato se completou em janeiro de 1979 com as posses dos novos governadores. No Mato Grosso do Sul assumiu Harry Amorim, aqui Frederico Campos. No MS a data é feriado estadual, aqui não. O motivo é óbvio. Lá nascia um novo estado, aquele dia é o aniversário. Aqui já havia estado desde 1748. No momento da divisão, MT tinha cerca de um milhão e meio de habitantes. Mais de 900 mil estava no hoje Mato Grosso do Sul, o restante aqui. Tinham-se 93 municípios, lá com 55 e o MT remanescente com 38. MT ficou com mais de 900 mil quilômetros quadrados e o sul com uns 300 mil. O Pantanal, uma área de 210 mil km2, o MS tem 65% e MT 35% do território. A maior parte dos habitantes de Cuiabá não gostou da divisão. No sul era só foguetório. Os de lá diziam que haviam se desligado das coisas daqui e que estariam prontos para darem saltos maiores. Argui-se também que a divisão ocorrera porque o governo militar precisava dos três senadores do novo estado. O duro Pacote de Abril de 1977 foi criado para a eleição de 1978 e tentava impedir o crescimento da oposição. O regime queria fazer a transição por votação indireta e precisava de controle maior do Congresso. Voltando à divisão. A revista Veja, no vigésimo aniversário da separação dos dois estados, trouxe uma matéria com o título: o patinho feio que virou cisne. Em tese, MT ficaria para trás e estava ocorrendo o contrário. A vinda de milhares de migrantes para MT deu um empurrão enorme na agricultura e o regime militar investiu em estradas, energia e telecomunicação. Números recentes mostram a diferença entre os dois estados. A população de MT é de 3.3 milhões, no MS 2.6 milhões. Lá tem 79 municípios, aqui 141. O PIB nosso passa de 80 bilhões de reais. Lá está em 55 bilhões. A renda per capita daqui está acima de 26 mil reais, no MS de 22 mil. O IDH do MS é 0, 729, o décimo do Brasil, o de MT é 0,725 ou o 11º do país. Em produção econômica a distância entre os lados é abissal. MT produz 25% da comida nacional, por exemplo. Os dois estados ficaram por décadas sem nenhuma aproximação. Um enorme erro. Como é que pode não dividir estudos e decisões sobre o pantanal? Unemat, UFMT, UFMS tem dividido estudos e decisões de atuação em conjunto sobre o mesmo Pantanal? Tem também trabalho conjunto dos dois estados em como atuar na fronteira com a Bolívia? Seria interessante a mídia escarafunchar mais esses assuntos.

Alfredo da Mota Menezes
e-mail: pox@terra.com.br
site: www.alfredomenezes.com

Fonte: alfredo da mota menezes

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