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Na política

Na política

13/07/2016 - 08:45

     O pouco crescimento do PSDB no estado é um dos fatos da política mais comentados no momento. Historicamente, quando o partido é governo, a tendência é de crescimento. Não se fala em qualidade, sim em quantidade de prefeitos, deputados, vereadores e outras lideranças. Pegando somente os governadores eleitos a partir de 1982.

     O PDS de Júlio Campos era o maior do estado, também o PMDB do Bezerra, o PFL do Jaime seguiu a escrita, o PDT do Dante e depois o PSDB com ele ainda no governo. O PPS e mais tarde o PR com o Blairo também eram os maiores partidos do estado.

     Com o PSDB agora isso ainda não ocorreu. E, continuam as conversas, acreditar em lealdade em outras siglas é um perigo, se até mesmo num partido a lealdade tem deslizes.

     É temerário também acreditar que numa eleição majoritária os grupos e partidos apoiam inevitavelmente quem está num governo. Apoiam se o governo estiver bem. Foi o caso do Blairo que nunca se preocupou em criar grupo político.

     Mas viveu num momento de bonança econômica e quando isso ocorre tudo fica mais fácil. Fora do governo, sem grupo, ele sentiu um bafo de abandono pouco tempo atrás. Melhorou para ele agora depois que virou Ministro.

     Voltando ao caso do PSDB. Talvez as lideranças estejam pensando em fazer o partido crescer com a eleição agora para prefeitos e vereadores. Mas, se o partido continuar com essa inapetência, os outros partidos e lideranças vão buscar coligações e abrigos em outros lugares. E 2018 está bem ali na dobra da esquina.

     Ligado a isso tem o caso de Cuiabá. O PSDB quer a vice do Mauro ou ameaça lançar um candidato à prefeitura. Já se falou nos nomes do Roberto França e Dorileo Leal.

     Em poucos dias se saberá se o Mauro escolhe um nome a vice de sua inteira confiança ou se aceita um do PSDB. Se for do bolso da algibeira ele tem interesse em sair candidato ao Senado em 2018 numa dobradinha com o Blairo. Um perigo para a candidatura do Nilson Leitão ao Senado.

     Se o PSDB estiver com musculatura política e eleitoral a conversa com aquela dupla é uma, se estiver do tamanho que está agora a conversa é outra. Se também o governo Taques estiver bem, o Nilson cresce nas apostas. Se não estiver e o PSDB com o tamanho de agora, Mauro e Blairo teriam condições de impor condições à candidatura ao governo.

     E, outra vez, periga a candidatura do Nilson. Entre um apoio do PSB do Mauro e do PP do Blairo para uma reeleição, num quadro eleitoral desarrumado, a lógica política tenderia para o aceite da dobradinha.

     Com um PSDB maior do que agora, aquela tendência pode não ser tão clara assim. A conversa para a majoritária em 2018 seria outra. Se, é verdade também, o governo Taques estiver bem a conversa é outra, claro.
 

Fonte: Alfredo da Mota Menezes e-mail: pox@terra.com.br site: www.alfredomenezes.com

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