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Na eleição de 2018

Na eleição de 2018

21/09/2016 - 15:35

     Mauro Mendes escreveu que, em outros momentos, o candidato do PSDB à prefeitura, Wilson Santos, lhe dirigira palavras duras e, nas entrelinhas da nota, deixa a impressão que não entraria na campanha do tucano.

     É uma novidade em política. Se existe algum problema, como recomenda as regras não escritas da política, seria conversar com o candidato ou o grupo e expor seu descontentamento. Não é comum publicar esse tipo de insatisfação, principalmente no meio de uma eleição.

     Sua esposa também fez isso. Nas notas, o casal expressa desagrado com fatos anteriores ditos pelo Wilson. Tem toda razão em não gostarem de coisas desagradáveis. Mas, como disse Leonel Brizola, na política se engole sapo (falou até em sapo barbudo ao se referir a uma aliança com o Lula). Ir deixando mágoas e adversários pelo meio do caminho não é regra comum na política.

     Mauro, na tal conversa de pé de ouvido, diria o que está na nota ou até mesmo que estaria com receio da atual rejeição do Wilson. Arrumava uma desculpa palatável e levava para o grupo. Ao fazer por escrito seus próprios correligionários do PSB perceberam a esquesitice e correram para desfazê-la.

     Tudo indica que o Mauro pretende disputar uma vaga na majoritária em 2018. O Senado é o mais lembrado. O candidato a presidente da República com alguma chance em 2018 pode ser do PSDB. Em MT, Taques do PSDB deve buscar a reeleição. Ele, Mauro, ao repelir o Wilson, estaria repelindo o partido dele, PSDB. O troco pode vir.

     Gentes do Mauro sempre falam numa dobradinha Mauro e Blairo em 2018 para o Senado. Que os dois, em posição de força, teriam condições de impor desejos políticos. E que, para dar apoio ao Pedro, poderiam inclusive exigir a retirada da candidatura do Nilson Leitão ao Senado.

     Será que o Pedro e o PSDB estarão fracos para aceitarem faca no pescoço? Blairo, em busca de sobrevivência, poderia caminhar para outros lados políticos? Será que o Mauro, com dois anos fora do poder, chegaria com força em 2018? Ou, como se comenta na rua, ao tentar afastar-se agora do Wilson a intenção é não deixá-lo ganhar a prefeitura para não fortalecer o PSDB. Essa vitória enfraqueceria a imaginada dobradinha dele com o Maggi para 2018.

     A eleição deste ano, não só na capital, é uma aula para 2018. O jogo daquela eleição está sendo jogado agora. E nomes para o Senado estão surgindo até mais do que se esperava.

     Além do Mauro, do Blairo e Nilson Leitão talvez fosse interessante acrescentar os do Carlos Fávaro do PSD e do Jaime Campos do DEM, se a esposa ganhar em Várzea Grande.

     Além de outros nomes fora do cotidiano político que entrarão na peleja. Não esquecer que MT tem tradição de eleger um outsider para o Senado em eleição com duas vagas em disputa. Foi assim com o Antero, Serys e o Taques nas últimas eleições.

Fonte: Alfredo da Mota Menezes e-mail: pox@terra.com.br site: www.alfredomenezes.com

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