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Em nome dos trouxas

Em nome dos trouxas

18/10/2016 - 09:14

     O anúncio da retomada da construção do Hospital Júlio Muller e os ajustes finais para o lançamento do edital de concorrência para a ZPE em Cáceres agitaram o noticiário no estado.

     Na UFMT, em evento especifico, a reitoria e o governo do estado acertaram os últimos detalhes para a retomada da obra do Hospital ali na estrada de Santo Antônio. Já era para estar pronto, mas a empreiteira fez apenas 9% da obra e a abandonou.

     A obra estava orçada em 120 milhões de reais, o governo federal entraria com 60 milhões e o estado com outros 60 milhões. Hoje deve custar mais de 180 milhões, o atraso fez que o preço da obra crescesse mais de 60 milhões.

     A UFMT já tinha sua parte, 60 milhões, depositada em conta própria. Terá que buscar mais de 30 milhões de reais em Brasília. Os outros 90 milhões de reais é a parte do governo do estado. Supõe-se que não se terá problemas porque se pode tirar 25% do Fethab 2 para obras como essa.

     Serão 260 leitos com atendimento pelo SUS. O hospital será gerido pelas Faculdades de Medicina, Nutrição e Enfermagem da UFMT. Todas elas vão mudar para aquela área também. Os médicos do hospital, portanto, serão os professores da Faculdade de Medicina. As enfermeiras e nutricionistas também. Os alunos terão aulas naquele hospital. Prevê-se que o hospital poderia está pronto em dois anos.

     Outro assunto importante da semana passada foi a noticia da licitação em novembro para se iniciar a obra na ZPE em Cáceres. No orçamento de 2017 serão alocados 17 milhões de reais para a infraestrutura do empreendimento.

     Serão construídos a parte Administrativa da ZPE, prédio da Receita Federal, galpão de armazenamento, restaurante e outros itens para dar base para as indústrias irem para lá. Fala-se que até 2018 a infraestrutura estaria pronta.

     Não é possível que a Assembleia Legislativa não confirme os 17 milhões para a obra. Se houver problema por que não buscar recurso no Fethab 2? Ali se pode tirar 25% para obras que não sejam estradas. Porque não para a ZPE? Duvido que o setor produtivo vá contra, porque a ZPE pode ajudar muito o agronegócio no estado.

     Começando a obra na ZPE se traria de volta a discussão sobre o Porto em Morrinhos. ZPE é para exportar e o Mercosul deve ser uma das alternativas pela Hidrovia Paraguai-Paraná. Deve trazer de volta também uma conversa mais aprofundada sobre a saída para o mercado andino.

     Como pode ter um estado como o nosso que tem obras importantíssimas para serem feitas como essas e que não andam. A ZPE vem desde o governo Bezerra e o Hospital era para estar pronto em 2014.

     Como é que concordamos com descasos desses tamanhos? Que diabo de povo somos nós que, como eu agora, ficamos contentes e aplaudindo coisas como essas, como se fosse tudo normal? Você não se sente um trouxa? Eu me sinto.

Fonte: Alfredo da Mota Menezes e-mail: pox@terra.com.br site: www.alfredomenezes.com

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