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Acorda, MT

Acorda, MT

08/11/2016 - 17:27

     Para o grupo de oposição que se está formando no estado a derrota do Wilson Santos era importante para enfraquecer politicamente o Pedro Taques. O grupo quer chamá-lo para uma mesa de negociação ou enfrentá-lo em 2018.

     O nome maior desse grupo é Blairo Maggi, associado a Mauro Mendes. O prefeito de Cuiabá queria a derrota do Wilson, fato que ajudava no enfraquecimento politico do Taques. Dona Virginia não falava somente por ela. Tudo isso é válido em política, mas tem um acontecimento anterior no estado que seria interessante ser lembrado.

     Talvez se possa dizer que o Blairo estaria usando os descontentes com o Pedro Taques como fez em 2002 com o descontentamento contra o Dante e o PSDB. Teve naquele momento o apoio entusiasmado de Roberto França, Jaime e Júlio Campos, Osvaldo Sobrinho e tantos outros.

      Agora surge a mesma tática contra o Pedro e o PSDB. Mas é importante para o estado que haja um contraponto. Lá atrás não houve o contrapondo com as duas derrotas do PSDB e a morte do Dante. Um grupo sozinho tomou conta do poder no estado por 12 anos.

     A falta de um contraponto ou de vozes contrárias fez surgir Silval, Eder, Nadaf, Zílio, Cursi, Arnaldo Alves e até mesmo Procurador do estado para dar base jurídica nos roubos. Ou ainda as tramoias na Assembleia Legislativa. Não havia ninguém para falar nada. E aquele grupo dos descontentes, que deram apoio ao Blairo para chegar ao poder, ficaram só resmungando pelos cantos.

     Se o grupo do Blairo outra vez tomar conta sozinho da política no estado, o cenário é ainda pior em outra vertente. Ele e as tradings (Bunge, Cargill, Amaggi, Dreyfus, ADM) já têm o domínio econômico do estado. Elas emprestam mais dinheiro para os agricultores que o Banco do Brasil. Tem também o controle dos transportes das commodities e dos armazéns.

     A Amaggi perto das grandonas é pequena, o poder dela está no poder do Maggi no estado e agora em Brasília. Se as grandes do comércio de grãos tiverem ainda o completo poder político, através do Blairo, a coisa fica descompensada no estado.

     Nada contra esse grupo ganhar eleição, mas teria que ter um contrapondo, uma voz de fora. Se não for assim aquele grupo econômico, com suporte no político e sem oposição, põe e tira ferrovia de onde quiser. Deixa ou não os chineses virem. Diz o que pode ou não ser feito no estado.

     Gentes do grupo que foi usado antes em 2002 não estão percebendo o repetido caminho? Será que o Pedro Taques, frente a uma situação como essa aqui inventada, não modificaria atos, ações e comportamento pessoal e politico?

     A verdade é que o estado não pode ficar sem um contraponto. Veja o que ocorreu antes, e que pode ocorrer outra vez, com um único grupo, com base nacional e internacional, no comando da economia e da política em MT.

Fonte: Alfredo da Mota Menezes e-mail: pox@terra.com.br site: www.alfredomenezes.com

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