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Nossa culpa

Nossa culpa

25/02/2017 - 11:34

     A queda do PIB brasileiro em 2016 pode chegar a 4.3%. Em 2015, o recuo do PIB tinha sido de 3.6%. Somando os dois se tem quase 8% de baque no crescimento econômico. É assustador. Em 2014, foi 0% de “crescimento”.

     A renda per capita, entre 2014-2016, encolheu 9.5%, uma regressão ao que éramos em 2010. A renda per capita nacional pode voltar ao que foi em 2013 somente em 2023. O nível de consumo das famílias retomará o patamar de 2013 em 2023 também. Outra década perdida. O desemprego chegou a 12.3 milhões de pessoas.

     Mostra o Banco Mundial e outros institutos quantos milhões de brasileiros deixaram a classe D, subiram para a C e agora voltam ao patamar de antes. Outros tantos voltando ao Bolsa Família depois de ter deixado esse auxilio governamental. Ou quantas famílias estão tirando seus filhos das escolas particulares e voltando para a pública e ainda quantos outros deixando os planos de saúde privado para voltar ao SUS.

     Desde o governo Figueiredo até agora ou em 37 anos o país passou por três recessões e por uma hiperinflação. E em todas às vezes, milhões de pessoas que melhoraram de vida em épocas de bonanças voltam ao patamar de antes. Dizem que afeta até psicologicamente quando o individuo ascende economicamente e depois tem queda no seu nível de vida.

     Seria por isso, invento uma estória, que se aumenta sempre o crime no país? Ou que algumas pessoas que sentiram aquele baque, já possuidora de alguma índole diferente, resolvem descambar por outros caminhos? Sei lá, só se sabe que a realidade econômica do Brasil é um sobe e desce eterno.

      De vez em quando se tem governos botando culpa no exterior pelos nossos problemas. É próprio de nossa cultura encontrar culpados em outros lugares e não em nós mesmos. É verdade que no meio do caminho se teve crise no exterior, como aquela que veio dos EUA em 2008. Mas a maioria dos nossos problemas são fracassos nossos mesmos.

     E entre tantos problemas que precisam ser corrigidas ainda aparece o populismo. Uma praga que não é só do Brasil, é da América Latina toda e de nossa cultura íbero-católica. Em que a maioria da população acredita em salvadores da pátria ou num Estado distributivista. E os vendedores de ilusões passageiras ganham a atenção de muitos com promessas de trazer o céu na terra.

     Na Argentina, como exemplo perto de casa, Cristina Kirchner e aliados estão acenando outra vez com benefícios para o povo e satanizando quem quer que seja que tente arrumar a desarrumada economia.

     No Brasil tem uma fala do Lula em vídeo perto do Natal passado em que promete vida farta a todo mundo. Ciro Gomes, já em campanha, vai na mesma direção. Os populistas sabem como ganhar mentes e corações. Chegando lá, com economia mais ou menos estabilizada, metem o pé na jaca. E a gangorra histórica na economia começa tudo outra vez.

Fonte: Alfredo da Mota Menezes e-mail: pox@terra.com.br site: www.alfredomenezes.com

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