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Lula e a eleição

Lula e a eleição

17/03/2017 - 09:24

     Lula diz que será candidato à presidência em 2018. Fala até em “queremismo” ou o povo pedindo sua volta como o que ocorrera com Getúlio Vargas em 1950. Lula sabe como cativar o eleitor com seu discurso populista. Mas, sei não, é um momento difícil para ele. Pego alguns números de recentes pesquisas publicadas.

     Lula é o líder em rejeição entre os nomes postos como candidatos a presidência. Entre 44% e 66%, em diferentes pesquisas, dizem que não votariam nele de jeito nenhum. Pode até ir para o segundo turno, mas seria difícil ganhar a eleição. Nome conhecido como o do Lula é quase impossível abaixar o índice de rejeição.

     Outro dado de pesquisa, para reforçar a rejeição, é que 45.3% da população gostaria de vê-lo na cadeia. Sergio Moro, na mesma pesquisa, teve 65% de aprovação pelo trabalho na Lava jato. Pesquisa também condena os políticos tradicionais. O que não ajuda também o Lula.

     Além disso, se o Lula for condenado em segunda instância não poderia ser candidato. Se for só na primeira já ficaria uma mancha. Mesmo se não for candidato, por ser condenado na Lava jato, se coloca como vitima. Aí apoiaria o Ciro Gomes que, no fundo, espera esse desfecho.

     O problema eleitoral do Lula e do PT tem outro viés forte. Combatiam com veemência a corrupção na política. Se chegassem ao poder não roubariam e nem deixariam que roubassem. Para sair disso, Lula vai querer nivelar todos partidos como corrupto. Pode ficar até pior quando e eleitor cobrar que ele sempre disse que não roubaria e não deixaria roubar. A Lava jato atingiu o partido nessa seara.

     Dois exemplos históricos talvez elucidem um pouco mais essa bronca do eleitor. Em 1985 o PMDB chegou à presidência da República pelo Colégio Eleitoral, derrubando 21 anos de ditadura militar. Durante a ditadura, o MDB, base do futuro PMDB, batia no regime de que não faziam nada pelo social e que havia corrupção. Quando chegasse ao governo, a coisa seria muito diferente. O discurso pegou tanto que na eleição para governador em 1986, o PMDB fez todos os governadores, exceção de Sergipe.

     O governo Sarney não fez o que o PMDB dizia que faria. A economia degringolou, não se investiu no social e o povo descobriu que havia até mais corrupção que antes. O PMDB tentou duas vezes em eleição voltar à presidência com Ulisses Guimaraes e Orestes Quércia. Nas duas nunca chegou a 5% dos votos do país. O povo, sentindo-se enganado, não perdoara o partido.

     Outro exemplo foi Collor de Mello. Resolveria tudo na economia, investiria nos descamisados, não deixaria roubar. Daqui a pouco se descobre que ele estava roubando. O povo não o perdoou, nem quando foi mandado para casa.

     Pode ocorrer o mesmo com o Lula. O exemplo é o resultado da eleição de 2016 em que o PT encolheu 60% em número de votos se comparado à eleição passada.

Fonte: Alfredo da Mota Menezes e-mail: pox@terra.com.br site: www.alfredomenezes.com

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